domingo, 31 de março de 2013

O legado de Amílcar Cabral na perspetiva contemporânea

O passado dia 20 de Janeiro foi marcado por um Fórum sobre Amílcar Cabral, realizado na Assembleia Nacional (Cabo Verde) pela Fundação Amílcar Cabral - que tem como missão estatutária preservar a obra e a memória de Amílcar Cabral promovendo o enriquecimento e aprofundamento do seu legado -, 40 anos após a sua morte, com um vasto programa de atividades.

Este Fórum tem por objetivo dar seguimento à divulgação e promoção da obra e do pensamento de Amílcar Cabral na perspectiva contemporânea; mobilizar a comunidade científica nacional e internacional a realizar pesquisas sobre a obra de Amílcar Cabral e incentivar o gosto pelo debate e pela partilha de conhecimentos; pôr em contato académicos nacionais e estrangeiros que tenham vindo a desenvolver trabalhos sobre temas ligados ao legado de Amílcar Cabral; analisar e debater questões da atualidade caboverdiana, africana e mundial; contribuir para a formação e informação da nova geração caboverdiana. Grifo Nosso.

O primeiro programa de atividades foi realizado no dia 18 de Janeiro de 2013 e teve duração de três dias, o segundo será em 12 de Setembro de 2013 na ocasião do 90º aniversário de Amílcar Cabral. Embora aberto a todos que se interessam por Amílcar Cabral, apenas alguns estudantes, investigadores, antigos combatentes e uma pequena parcela da sociedade caboverdiana usufruíram desta oportunidade positiva de participar em Sessões Plenárias, Grupos de Trabalho e Mesas Rendodas com debates de temas sobre "A Educação para a emancipação: uma perspetiva cabralista”, “O pensamento de Amílcar Cabral na perspetiva contemporânea”, “Cabo Verde: os caminhos do futuro, desafios e perspetivas” e “Questões do mundo global: integração e interdependências” .

As apresentações mostraram Amílcar Cabral como “promotor da idéia pan-africana” e fizeram uma releitura do pensamento de Amílcar Cabral na perspetiva da contemporaneidade face aos desafios da construção do Estado em África, demonstraram o papel importante das mulheres caboverdianas e guineenses na luta pela libertação de Cabo Verde e Guiné Bissau e a necessidade de dar continuidade essa valorização da Mulher, como defendeu Amílcar Cabral. Infelizmente não conseguimos assistir a comunicação sobre a recém-criada Cátedra Amílcar Cabral na Universidade de Cabo Verde porque diversas atividades decorriam ao mesmo tempo.

O debate intergeracional começou com a seguinte pergunta: Será que os jovens caboverdianos sabem de Amílcar Cabral?

Para alguns jovens, a juventude caboverdiana é alienada e não sabe quem é Amílcar Cabral. Estes exigiram maior e melhor participação dos jovens questionando o contributo do fórum para o melhoramento da vida do povo caboverdiano. Para outros jovens, não conhecem Amílcar Cabral, sobretudo, porque para levar o pensamento de Amílcar Cabral aos bairros é preciso primeiro que o orçamento estatal também chegue lá.

Enquanto os anciãos, investigadores caboverdianos, antigos dirigentes políticos e combatentes da pátria, ainda acreditam que os jovens caboverdianos conhecem Amílcar Cabral. Mas, defendem que precisam saber mais sobre os seus heróis nacionais e de ser eles mesmos heróis, lutando pelo próprio espaço político (politricks). Também, advertiram que as escolas caboverdianas não ensinam os seus jovens a pensar criticamente de forma a acumular os acontecimentos evidenciando a necessidade da reforma do curriculum escolar de Cabo Verde.

No final do debate intergeracional, um jovem estudante, investigador, cantor, poeta e desportista, manifestou que acredita profundamente na era de África e perguntou novamente aos anciãos o que pensavam fazer e os jovens deverão fazer. Por sua vez, um combatente só lhe respondeu que eles fizeram o que podiam, não foram mobilizados, estavam todos à procura de algo para engajar e lutar por Cabo Verde. Porém, uma jovem lhe sugeriu que apenas através da Cultura e Educação continuaremos o legado de Amílcar Cabral.
Infelizmente, relativamente à questão de identidade ou reafricanização dos espíritos proposta por Amílcar Cabral, alguém defendeu, numa perspetiva contemporânea, que os caboverdianos devem caboverdianizar os espíritos. E que o retorno às fontes não era necessário porque nunca foram abandonadas, embora influenciadas pelas metrópoles.

A luta continua.

Abenaa Ababa.

sábado, 23 de março de 2013

Piratas ou Guarda-costas Voluntários de Somália



A propósito, Cabo Verde renovou por um período de cinco anos o Acordo de Parceria no Setor das Pescas com a União Europeia (UE), nos termos do qual receberá anualmente um "apoio financeiro" de 435 mil euros.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cape Verde Independence July 5th and 6th, 1975


Na 5 di Julhu di 1975, dia komemorason di independensia Kauverdi, nu ta podi odja atraves des video, grandi movimentason di povu/kabuverdianu. Grandi partisipason di mudjeris kabuverdianas na forzas armadas. Tcheu musika, dansa, kantigas. Inda paxenxa di futurus governantis kabuverdianus dianti atitudi di portugueses di kenha ki staba ta oferesenu independensia kuandu na verdadi nu LUTA tcheu, suor, sangui y lagrimas pa konseguil.
Storia di África/Alkebulan tem kontadu gloriosus momentus di konvison y kompromisu di lideris afrikanus, sima Presidenti Aristides Pereira na formason di kabuverdi komu um nason indipendenti di “ordem kolonial” (termu usadu pa Presidenti Pedro Pires na sirimonia di ominagi a kamarada Pereira, na Asembleia Nasional, antis se funeral). Na livru Crónicas da Libertação”, skritu pa Luís Cabral, irmon de Amílcar Cabral, nu ta konxi kontributu esensial di S. Exia. Aristides Pereira.
Aristides Pereira y Amilcar Cabral planea, elabora, fomenta, funda Partido Africano para a Independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Tcheu homis y mudjeris kontribui pa libertason di Guiné y Kauberdi, mas prezensa y participason di Aristides Pereira foi fundamental, e konvivi diretamenti ku Amílcar Cabral y Luís Cabral (primeiru presidenti di Guiné-Bissau), sob o mesmu tetu.
Aristides foi sekretariu di PAIGC y, dipos morti Amilcar Cabral e kontinua objetivu kontinental di liberta povu afrikanu y garantil um sosiedadi justa sem kualker tipu di diskriminason.


Pó nu ta torna.

Abenaa.


segunda-feira, 2 de maio de 2011



Èwa Ireti*Acessórios Artesanais
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Encomendas,Oficinas e Feiras
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Katiuscia Ribeiro

segunda-feira, 21 de março de 2011

Na mumentu sertu


“Antis din ganhau, nkre ganha nha kabesa.

Antis dim konkista bu rispetu, nten ki konkista nha rispetu y amor propriu.

Antis dim amau nten ki ama nha kabesa.

Antis dim odjau, nten ki odja nha kabesa, nten ki xinti kada padas di nha ser.

Antis dim nkontra ku bo, ntem ki marka um inkontru ku mi mesmu.

Antis dim tokau, nten ki toka nha ser, imprizional, dal mó, viaja ku el y lebal pa undi nkre lebau,

Antis di tudu, inda nten ki fazi pa mi mesmu kel prumesa di amor eternu, ka fazi nha ser sufri, difendel, di tudu sentimentus, atus e palavras negativus.

Dipos di tudu keli, y na momentu sertu nta ama a mi y a bo

Nta sta prontu pa amanu, sem skeci di mi y di bo.

Sem skesi di Nos”.

Por Ama